segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Filmes: Despertar de Uma Paixão


Título Original: The Painted Veil
Duração: 125 min
Ano: 2006
Gênero: Drama, Romance
Elenco: Edward Norton, Naomi Watts ...






Oi, Pessoas!

Eu sou completamente apaixonada por este filme. Se você ainda não conhece vale a pena conferir. É um filme maravilhoso. Uma história de amor atípica, pelo menos para nós que, em pleno século XXI, não concebemos casamentos arranjados. Os nossos protagonistas Dr. Walter Fine (Edward Norton) e Kitty (Naomi Watts) se casam desta forma. Ele por estar "na idade" e ter se encantado por Kitty; ela por já ter quase 30 anos e ainda não ter se casado. O que para a sociedade da década de 1920, lhe conferia o papel de "estorvo" para a família. 

Após o casamento o que era encantamento por parte do tímido doutor, se transforma em amor devotado, quase uma idolatria. Por outro lado, Kitty que se casou apenas para livrar-se da família, continuou a viver a vida de forma egoísta e inconsequente, exigindo muito e pouco dando em troca. 

Embora o doutor tente realizar todos os seus caprichos, mesmo não sendo muito a fim de festejos sociais, Kitty nunca está satisfeita e termina por envolver-se com Charlie Townsend (Liev Schreiber) um homem casado e de pouco caráter com quem ela vive uma tórrida paixão.

O amante - Charlie Townsend

Infelizmente, Kitty não é nada discreta em seu caso amoroso e o infeliz doutor descobre a sua infidelidade. Ela pede o divórcio e ele se nega a concedê-lo a não ser que ela se case com Charlie. Mas quando ela propõe ao amante que deixe sua esposa para casar-se com ela, ele disse estar apenas se divertindo. Então, sem o divórcio e sem conceber voltar para a casa dos pais, ela resolve aceitar as condições do marido e manter o casamento. 


Mas o bom doutor está ferido e só pensa em vingar-se de Kitty. Pensando em tirar o que mais lhe alegra, o doutor decide partir para Xangai (interior da China) onde não há festas e convívio social intenso, com a desculpa de intensificar suas pesquisas e ajudar a combater uma epidemia fatal que acometia o lugar.

O lugar é de difícil acesso e possui um único vizinho. Um inglês de aspecto sujo e feio que ajuda a instalá-los no local. A casa é sem conforto e sem a menor infra-estrutura. O calor é insuportável e os mosquitos estão por toda a parte. 


Durante esse período difícil, em que mal se falam e de adaptação a uma nova realidade, sem muito o que fazer... Kitty passa a observar o marido com mais cuidado e a se dar conta do tipo de trabalho que ele realiza. De repente ela descobre a importância dele para a comunidade e a sua própria inutilidade. 

Muitas coisas acontecem... Kitty resolve trabalhar como voluntária junto à comunidade religiosa e atrai a curiosidade do marido. Aos poucos eles vão descobrindo a verdadeira face de cada um. O amor, então, vai se instalando pela admiração que passam a nutrir um pelo outro. 


Tudo isso em meio a uma revolução, uma epidemia e belíssimas paisagens. O mais legal do filme é perceber a sutileza e a delicadeza da atuação do Edward... para mim, ele está impecável. Ele tem um olhar tão triste que dá vontade de pegar e pôr no colo. Sofri muito com a dor dele... Acho estranho quando as pessoas procuram "amores loucos" ao invés de "amores tranquilos". 


Cazuza é que estava certo: 

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo... com sabor de fruta mordida..." 

domingo, 11 de novembro de 2012

Resenha: Persuasão - Jane Austen

Oi, Pessoas!!!


O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança. (Sinopse - skoob)
O livro de hoje é o meu preferido da Jane Austen. Espero que vocês se apaixonem tanto quanto eu por essa linda história. Persuasão conta a interrompida história de amor de Anne Elliot e Frederick Wentworth.

Todo o desenrolar da história é baseado no poder de persuadir, na infelicidade de ser persuadido, e nas implicações deste ato. Existe uma significativa passagem de tempo - 8 anos - que é muito importante para que algumas atitudes e situações vividas pelos personagens sejam esclarecidas. 

Anne, Elizabeth, Mary
Sr. Elliot
Persuasão - BBC / 2007
Vou começar falando um pouco sobre o patriarca da família Elliot. O Sr. Elliot é um homem orgulhoso e prepotente, que nunca precisou trabalhar e que, após a morte da esposa, vem administrando parcamente os bens da família. Tendo dissipado quase todo o seu patrimônio. Ele teve três filhas - Elizabeth, Mary e Anne. 

As irmãs Elliot têm temperamentos bem distintos. Elizabeth é a mais velha (31 anos). Cheia de caprichos e pouca sensatez, acompanha o pai em seus delírios de grandeza. Anne, aos 27 anos, é uma moça lúcida, gentil e cordata que tenta, sem sucesso, controlar as despesas da casa. Mary é a caçula, mimada e cheia de vontades que mesmo já sendo uma mulher casada, acha que todos devem viver em função do seu bem estar. 

Anne sempre foi desprezada pelo pai cujas atenções eram todas dirigidas à Elizabeth. 

Desta forma, toda a companhia de que dispunha era de Lady Russell, amiga antiga da família, que acompanhava de perto a educação das três moças desde a morte da Sra. Elliot.

O fato é que 8 anos atrás, a ainda adolescente Anne, apaixonou-se por um rapaz de poucas posses que a propôs casamento. Sendo Anne pouco experiente, terminou por ser persuadida a recusar o pedido devido às fortes objeções de seu pai contra a posição social e financeira do Sr. Frederick Wentworth. Respeitosa e obediente Anne acatou tristemente a decisão de seu pai e de Lady Russell.

O tempo passou e o jovem casal voltou a se encontrar. Mais maduros, cientes de seus sentimentos e em condições financeiras bem diferentes. Frederick é hoje Capitão da Marinha, onde adquiriu grande fortuna. Enquanto Anne e sua família vivem com os recursos provenientes do aluguel de uma propriedade. 

O que acontecerá?
Anne e Frederick terão uma segunda chance para viver esse amor? 
Frederick se vingará?

Para aqueles que já conhecem a narrativa da Jane, não haverá surpresa no tocante às críticas sociais e à análise do papel feminino na família e sociedade. Existe uma situação que me incomoda muito nesse livro e é o fato de pressionarem tanto a Anne por ainda não ser casada e nada dizerem a sua irmã que é ainda mais velha. Isto não é estranho? Bom, eu achei. =\

Gente, o livro é maraaaaaaaaavilhoso! Vou colar aqui a opinião que escrevi no Skoob assim que terminei de ler o livro pela sexta vez... rsrsrs
"Daí você lê pela sexta vez o mesmo livro e a escrita é tão maravilhosa que mais uma vez você se emociona, mais uma vez você se encanta, mais uma vez você se entristece por chegar ao fim. Persuasão é um livro para ler e reler em diversos momentos de sua vida mas acredito ser essencial para quem ainda é adolescente. É uma excelente análise sobre escolhas e o direcionamento que elas dão em nossas vidas..." (LILLY DICINE - SKOOB)
Sem contar que o Cap. Wentworth é muitíssimo encantador! *-*



sábado, 10 de novembro de 2012

Trechos Preferidos: Emma - Jane Austen

Oi, Pessoas!

Escolhi um trecho de Emma para hoje. Emma é o livro de Jane Austen pelo qual meus sentimentos são mais confusos. Amo o Sr. Knightely mas não há quem me faça gostar de Emma. Não gosto de sua inconsequência, do seu jeito mimado de ser. Acho-a estranha de fato. Mas, é um livro cheio de excelentes tiradas sobre o contexto social da época e o Sr. Knightely é perfeito!
Emma e Sr. Knightely - Emma - BBC/2009

"- Palavra de honra, Emma, que ouvindo você abusar assim do raciocínio que tem, quase me leva a pensar igual. É melhor não ter bom senso do que empregá-lo como você o faz.
- Sem dúvida - exclamou ela, jocosamente. - Sei como este é o sentimento dos tolos. Sei que uma jovem como Harriet é exatamente  o que todos os homens aspiram; algo que ao mesmo tempo enfeitiça os sentidos e satisfaz o julgamento. Ah, Harriet pode escolher alguém a dedo. Se o senhor estivesse a fim de casar ela seria a sua mulher ideal. E seria o caso de censurá-la só porque, aos 17 anos, mal começando a vida, só agora conhecendo as pessoas, tenha recusado a primeira proposta que recebe? Não... deixemos que tenha tempo para cuidar de si mesma.
- Sempre julguei a amizade de vocês muito insensata - disse o Sr. Knightely -, embora tivesse guardado a minha opinião para mim; mas agora entendo que ela será inteiramente desastrosa para Harriet. Você irá infundir-lhe tais ideias sobre sua beleza e sobre seus méritos, que, em breve, ninguém a seu alcance será suficientemente bom para ela. Quando a vaidade age sobre a cabeça fraca produz toda sorte de danos.Nada mais fácil para uma jovem do que erguer suas esperanças alto demais.Pode ser que Miss Harriet Smith não veja chover pedidos de casamento tão depressa, embora seja uma jovem muito bonita. Os homens de bom senso, seja lá o que pense a respeito, não procuram por esposas imbecis. Homens de boas famílias não se sentirão muito inclinados a se unirem a uma jovem de origem tão obscura... e muitos senhores prudentes ficarão tão receosos dos inconvenientes e da desonra em que possam se ver envolvidos quando o mistério de sua origem vier a ser revelado. Ela que se case com Robert Martin e fique a salvo, respeitável e feliz para sempre; mas se você a encoraja a pretender um casamento melhor, e ensina-lhe a não se satisfazer senão com um partido de projeção social e de grande fortuna, ela talvez permaneça uma interna do pensionado de Mrs. Goddard para o resto da vida... ou no máximo, ( pois Harriet Smith é uma jovem que se casará certamente ), quando estiver desesperada, poderá agarrar o filho do professor de caligrafia." 
 ( Livro: Emma - Jane Austen, Saraiva de Bolso - pag. 68 e 69, ano 2011) 

sábado, 13 de outubro de 2012

Aquele que deu Origem ao Filme - Parte 02


Aquele que deu origem ao Filme


01. Querido John - Nicholas Sparks  

02. Em Algum Lugar do Passado - Richard Matheson 

03. Orgulho e Preconceito - Jane Austen

04. Razão e Sensibilidade - Jane Austen  

05.  Os três Mosqueteiros - Alexandre Dumas


06. O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë 

07. Doutor Jivago - Boris Pasternak.

08. Diário de uma Paixão - Nicholas Sparks

09. O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

10. Laranja Mecânica - Anthony Burgess

É triste dizer isso, mas de onde saiu essa listinha... tem muito mais! o.O Que fique claro que a tristeza vem da TOTAL falta de grana...rsrsrsrs 

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