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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Resenha: The Walking Dead - Declínio - Volume 05 - Jay Bonansinga

DeclínioRenascida das cinzas de seu passado sombrio, Woodbury se torna um oásis de tranquilidade em meio à praga dos errantes. Mas, após o chocante fim do ex-tirano Phillip Blake, o Governador, Lilly Caul e seu grupo de sobreviventes deverão superar seu passado traumático. E, como sabemos, os mortos-vivos são o menor dos problemas para os habitantes desse inóspito universo.(Skoob)


Oi, Pessoas!!

Protelei bastante mas já não posso evitar e hoje vou escrever o que eu achei do quinto livro da série The Walking Dead - Declínio. Já adianto que não gostei e esse foi o principal motivo de ter protelado tanto a escrita dessa resenha. 

Então, bora lá comentar. 

Este foi o primeiro volume escrito somente pelo Jay Bonansinga. Sobre isso não tenho queixas. A escrita não é ruim. Ela apenas segue a linha "Bora fazer dinheiro com a franquia a qualquer custo", do mestre Robert Kirkman. O que isso significa?   Significa arrastar a escrita o máximo possível para render outros volumes, ainda que isso sacrifique a fluidez da história e a paciência do leitor.  

Se já era possível ver esse tipo de manejo financeiro nos livros anteriores, neste ficou mais que evidente. Sabe aquela sucessão de fatores que acarretarão uma nova e poderosa cena que nem sempre está explícita e que gera todo um suspense e uma ponte fantástica para o transcorrer da história?  Aquela em que você suspira de alegria e contentamento por ter adivinhado o que aconteceria antes mesmo de ser revelado pelo autor? Pois é... Neste livro, existem 3 momentos assim. Mas, INFELIZMENTE, são três momentos em que a alegria e o suspense se perdem porque a enrolação é grande e quando o personagem finalmente conta o que é VOCÊ E TODA A TORCIDA DO FLAMENGO já sabiam o resultado. Isso causa frustração e raiva. É mais ou menos como quando a gente vai espirrar e alguém corta o nosso espirro... Entende?   
Não bastasse a trágica forma de conduzir a escrita, a história é bem fraquinha. É sério. Concentrada em uma Woodbury pós-Governador, a história foca na administração da cidade pela já conhecida personagem Lilly Caul em parceria com o também conhecido Bob Stookey (ainda vivo nos livros) e alguns remanescentes da comunidade. Um arrastar sem fim sobre questões já bastante exploradas de busca por alimentos e combustíveis, com pouco ou quase nenhum aprofundamento em questões emocionais e de comportamento humano que sempre são mais interessantes para mim. 

Tivemos a introdução de alguns novos personagens como a família Dupree, cuja a participação eu esperava que fosse ser espetacular e essencial para o desenrolar da história, diante de toda a insinuação que foi sugerida pelo autor no decorrer da trama e que se mostrou totalmente falha. Isto é outra coisa desonrosa de ser feita por um autor – criar uma expectativa que não se concretize e que não passava de mais uma forma de enrolação. A família formada por pai, mãe e três filhos – teve seus componentes pouco apresentados. Sinceramente, apenas o personagem Tommy (filho mais velho) foi um pouco melhor construído, restando para os demais, cenas pouco esclarecidas ou muitíssimo forçadas. 

Também foi introduzida à história, o restante de uma congregação religiosa liderada pelo Reverendo Jeremiah James Garlitz e mais 15 pessoas. Sinceramente? Decepcionante. O cara poderia ter sido uma excelente aquisição ao enredo mas não passou de mais um personagem deslocado pelo pouco aprofundamento que o autor lhe dedicou. O reverendo parecia mais um clichê mal aproveitado, um Jim Jones da vida, ou seja, pastor charmoso, megalomaníaco, suicida/homicida. Seu pai era um clérigo do exército que disciplinava ao filho e subordinados com um bastão de baseball que chamava de PORRETE de BELÉM.  Opa, será que isso significa que o Jeremiah que também gosta de matar zumbis com uma cruz de madeira, seria o Negan, nosso velho conhecido dos quadrinhos e série de tv? 

Gostaria muito de te dar algum parecer sobre isso, mas a verdade é que as informações fornecidas pelo livro não nos permitem chegar a nenhuma conclusão. Tá se sentindo frustrado? Imagine eu, que tive que ler todas aquelas páginas de nada absoluto. 

Não gosto de ser agressiva nas críticas mas NOVAMENTE, a franquia me surpreende NEGATIVAMENTE. Isso acaba comigo. Para não dizer que o livro todo foi perdido, a descoberta das galerias subterrâneas foi uma sacada maravilhosa e estupidamente desperdiçada. Alguém aí duvida, que caminhar pelos subterrâneos seria SENSACIONAL para fugir das ruas infestadas de zumbis? Pois é... 

Bom, é isso. Não recomendo a leitura de forma alguma. Não acrescenta nada de empolgante ou novo ao universo zumbi, a escrita não flui, os personagens não têm profundidade, a história é fraca e bzzzzzzzzzzzzz...     😪 Não posso deixar de mencionar a melhor citação do livro que, por sinal, não é do Jay... é o personagem Calvin citando um outro autor que não foi identificado. 

"Não há ateus nas trincheiras."


sexta-feira, 20 de março de 2015

Livros - The Walking Dead

Oi, Pessoas!!!

Passando rapidinho para falar sobre mais dois da série de livros The Walking Dead. Um já está em pré-venda aqui no Brasil, é o quinto volume da série - Declínio. Se quiser, pode adquiri-lo em qualquer grande loja do ramo mas eu encontrei aqui. O sexto livro estará a venda a partir de outubro deste ano... Espero que os dois sejam melhores que os anteriores... =\

Achei mais um valor absurdo mas enfim... se o livro for bom com o primeiro volume, valerá a pena. Confesso que não estou animada. O terceiro e quarto volumes foram grandes decepções para mim... =\

Resenha do Volume 01
Resenha do Volume 02
Resenha do Volume 03
Resenha do Volume 04

Volume 05 - The Walking Dead - Declínio


Após o chocante fim do ex-tirano Phillip Blake, o Governador, Woodbury se torna um oásis de tranquilidade em meio à praga dos errantes. Mas Lilly Caul e seu grupo de sobreviventes deverão superar seu passado traumático.

Quando uma família surge nos portões da cidade quase morrendo de inanição, Lilly não pensa duas vezes antes de acolhê-la. Muito religioso, Calvin Dupree, pai das três crianças, imediatamente aceita o convite, mas Meredith, sua esposa, se recusa a aceitar a hospitalidade. Lilly acaba os convencendo a ficar, sem fazer ideia de que o misterioso problema de Meredith ainda traria consequências para todos.
Enquanto isso, parte da população sai para resgatar um grupo de pessoas em perigo. Liderado por um reverendo chamado Jeremiah, o grupo religioso chega a Woodbury querendo fazer de tudo para ajudar. Isso faz Lilly pensar que enfim pode relaxar e sonhar com uma vida estável. O que ela não imaginava é que seus planos não poderiam ser mais diferentes dos ideais do grupo recém-chegado. As piores ameaças são as que não podem ser vistas.



Volume 06 - The Walking Dead - invasão



Das cinzas de uma devastada Woodbury, Georgia, dois acampamentos rivais de sobreviventes maltrapilhos se desenvolvem – um em rota de colisão com o outro.Subterraneamente, no labirinto de antigos túneis e poços de minas, Lilly Caul e seu grupo singular de cidadãos idosos, pessoas excêntricas e crianças lutam para construir uma nova vida. Entretanto, uma ambição secreta continua ardendo no coração e na alma de Lilly: Ela quer tomar sua amada cidade de Woodbury de volta da praga dos walkers, e no momento, a única coisa que ainda permanece em seu caminho está grunhindo nas represas destruídas da Georgia…Lá fora no interior, no meio da maré crescente de walkers que parecem empurrar em todas as direções, o psicótico Reverendo Jeremiah Garlitz reconstrói seu exército de seguidores com uma arma secreta diabólica. Ele planejou a destruição de Lilly e seu grupo – as mesmas pessoas que destruíram sua igreja sectária. – e agora, pela primeira vez, ele tem os meios para levar um tipo especial de inferno para os habitantes do túnel.O confronto final entre essas duas facções humanas libera uma arma inimaginável – forjada a partir das monstruosas armas de mortos-vivos, aperfeiçoada por um maluco e encharcada com o sangue de inocentes.  

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Resenha: The Walking Dead - A Queda do Governador Parte 02 - Robert Kirkman e Jay Bonansinga

A Queda do Governador - Parte Dois
A franquia de zumbis mais celebrada da década está de volta. O quarto e último livro promete contar em detalhes o destino deste que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Com seu senso doentio e muito particular de justiça, ele convence a todos de Woodbury que a única forma de acabar com o mal é destruir todos os habitantes da prisão. (Skoob)





S P O I L E R
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S P O I L E R

Oi, Pessoas!!!

Então, eu já li e reli o livro três vezes para finalmente ter vontade de escrever a resenha. Sinceramente, não foi o que eu esperava. Não é um livro ruim de jeito nenhum mas não atingiu nem de longe as minhas expectativas. 
Esta resenha terá um formato totalmente diferente das anteriores... vou comentar ponto a ponto, comparando com a HQ e a Série de Tv. 

Vamos lá!

1. Do que se trata... 
Primeiro eu vou falar sobre o que mais me incomodou. Para vocês, de cara, entenderem do que estou falando, o título está errado. Ao invés de se chamar "A Queda do Governador", deveria ser "A Ascensão de Lilly Caul"... Tá bom pra vocês? Deu para sacar? 

Então, o livro se trata da famosa investida do Governador - Philip Blake, contra o grupo de Rick Grimes, estabelecido na prisão. E o foco e a óptica do ocorrido deveria ser do Governador mas não é isso o que acontece... Desde o primeiro instante, tudo se trata de Lilly. Lilly isso, Lilly aquilo... Uma chateação. Novamente, vemos uma oportunidade maravilhosa de explorar a personalidade do Governador e seus pensamentos, sendo deixada de lado. Tudo o que vemos o Governador fazer, apenas o vemos fazer. Ou seja, não existe aquele maravilhoso pensamento explicando o que ele pensava sobre aquilo ou o que o levou a fazer aquilo ou se ele temia fazer aquilo ou se pensava sobre as consequências. NADA. Aqui e acolá, vimos alguns personagens mencionar o que eles achavam que o Philip estava pensando...  (geralmente Lilly, Bob ou Gabe).

2. Com relação ao Governador... 
Foi mais do mesmo... meio louco, meio estrategista... O mesmo cara da HQ e da série de tv... Indecifrável! Sabemos que nos livros ele é na verdade Brian e que ele assumiu a identidade do seu irmão Philip. Na série de tv, ele é Philip mesmo que depois de destruir a prisão, assume o nome de Brian Heriot (nome que ele viu em um muro). 
O livro começa com ele sendo encontrado por seus capangas, logo após a merecida sessão de tortura que sofreu nas mãos da Michonne... Se recupera sob os cuidados de Bob e parte para elaborar o ataque à prisão. Já durante o ataque a única diferença é que são feitas várias investidas e recuadas... Isto não acontece nem na hq, nem na série de tv.  

O Governador tortura e mata Tyreese... aqui mais uma diferença, é o Ty quem tem a cabeça decepada pelo Philip... e, pelo visto, ele fica com a Katana mesmo após ser morto. Não entendi isso, mas enfim... não sei se eles têm a intenção de abordar a visão do grupo de Rick nos próximos livros...  

O Governador mata o Hershel com um tiro na cabeça... logo após derrubar as cercas e enquanto ele chorava a morte do filho que havia sido atingindo durante a invasão. Na Hq, eles ainda estavam vivos no momento da invasão... na série, Hershel tinha um único filho homem que já havia falecido... 

O Governador faz com que o Gabe jogue o carro no trailer e derrube a Andrea... não deu pra saber se ela morreu ou não... na hq ela não morre, existe até hoje e na série, ela chegou a ter um affair com ele... =P

O Governador matou a Alice... Lembram dela? A ajudante do Dr. Stevens... os dois fugiram com Rick e Michonne, infelizmente o doutor foi logo mordido mas ela chegou a ir para a prisão... 

O Governador pressiona para que a Lilly atire sobre a família de Rick que está em fuga da prisão... e ela atira na Lori, matando ela e o bebê que ela carregava no colo... Lá se foi a Judith... =\

O Governador foi morto pela Lilly na mais absoluta demonstração de incoerência que eu já vi em uma personagem. Sem graça, sem graça e sem graça... Não foi o Rick, não foi a Michonne... foi a incoerente e inconsistente personagem Lilly... 

3. Sobre a Lilly...
A personagem é estranha... venho dizendo isso desde sua aparição no volume dois, dessa coletânea de 4 livros. Que fique claro... toda a narrativa da história é sob o ponto de vista dela...  O livro começa com uma Lilly grávida, levando adiante a relação que começou ainda no livro três com Austin. Quando ela descobre do acontecido com o Governador, toma as rédeas da situação e passa a administrar Woodbury até que Philip se recupere. Recuperado, o Governador pede que ela vá, em busca de Martinez que já deveria ter retornado de sua missão... A saída é praticamente suicida com hordas de zumbis por todos os lados... A tensão é imensa e eles descobrem que Martinez está morto e transformado... (fiquei triste... não lembrava da morte do Martinez e fiquei com tanta raiva do livro três que não quis reler para ver sua morte... na minha resenha não tem porque não costumo dar spoilers... então, vou precisar de vc Gabe  hahaha ) 

Ela viu o maluco do Gabe, se infiltrar no meio da horda em busca de conseguir a cabeça do Martinez para levar ao Governador... Isso não é loucura? Não é mais loucura ainda que alguém queira a cabeça de uma pessoa? ... e mesmo assim, ainda estava do lado do Governador. 

Viu o Governador mentir para a população de Woodbury sobre a morte do Martinez e sobre a cabeça... mesmo assim, estava do lado do Governador... 

Ela viu uma infinidade de atrocidades cometidas pelo Philip... sabe como ele é ardiloso e molda a história até que fique do seu jeito mas mesmo assim... ela se manteve do lado dele... 

Ela perde o bebê por conta de tantos perrengues que teve de enfrentar, satisfazendo as vontades do Governador... mesmo assim, ela se manteve do lado dele. Pior que isso culpou o grupo de Rick por sua perda... FALA SÉRIO!!! Ridículo!!! 

Enquanto eles atacam a prisão... ela vê e narra todo tipo de loucura do Governador, vê que ele é ruim e está agindo sem pensar no pessoal de Woodbury, vê que Austin está em perigo, vê ele matar toda aquela gente e ainda assim acata as ordens dele de atirar na família de Rick e quando vê Lori caída com o bebê, DE REPENTE ela notou que ele é mau? ... vai lá e atira nele?????? FALA SÉRIO!!! Morte bem sem graça... Motivação idem... 


O D I E I, sinceramente!!!

Acredita que depois da morte do Governador ainda tivemos mais 6 capítulos? Não entendi... não era sobre a Queda do Governador??? Aff... fala sério! Foram seis longos capítulos falando sobre ela assumir a administração de Woodbury. Outra coisa, sei que as pessoas precisam seguir mas ela nem chorou pelo pobre Austin, voluntariamente sacrificado para que eles saíssem da prisão... Só lamento saber que terei que ver esse personagem inconsistente em mais outras histórias. 

4. Pontos Positivos... Sou justa, então, preciso falar que o livro não é ruim. Para quem não sabe nada sobre The Walking Dead, não é fã e não ama as Hqs e a série de tv, vai achar um bom livro. As passagens descritivas são maravilhosas. Muito bem escritas mesmo. A única ressalva que faço é que tivemos muuuuuuuuuuuuuuuuuuitas dessas cenas, não precisávamos de tantas. Adorei algumas dessas descrições e marquei todas elas no livro... colocarei aqui assim que possível e para ilustrar a resenha selecionei o trecho que narra o encontro com o zumbi Martinez. De longe o melhor personagem dos livros sobre A Queda do Governador. 
"Pelo borrão trêmulo do campo de visão estreito do binóculo, ela vê a bandana, a marca registrada, ainda amarrada na cabeça do homem alto, as costeletas aparecendo na lateral do rosto antes tão bonito e que agora se resume a um pesadelo de pele macilenta, olhos cor de cádmio, boca enrugada e sem lábios." (página 83) 

Atenção!!!
Não deixem de conferir as resenhas anteriores... Tenho certeza que vão amar... Cliquem nos links abaixo...


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Resenha: The Walking Dead - A Queda do Governador - Parte Um

Oi, Pessoas!!

Então, hoje vamos falar sobre mais um volume da série de livros The Walking Dead, neste caso, A Queda do Governador - Parte Um. O que dizer... o que dizer? Não quero ser chata, muito menos agressiva... rs... mas não posso omitir o quanto fiquei me sentindo aborrecida e ‘roubada’, enquanto leitora, pelo nosso amado “fazedor” de dinheiro, o Sr. Robert Kirkman e seu parceiro de jornada literária o Sr. Jay Bonansinga...

Não tenho nada contra o cara querer e ter o direito de extrair da franquia The Walking Dead, todos os benefícios que esta puder lhe conceder. Entretanto, acho extremamente desrespeitoso se aproveitar disso para extorquir os fãs oferecendo produtos de qualidade inferior. O que foi esse livro? Vamos justificar nossa revolta, falando sobre o mesmo.

Quem leu os outros dois volumes, mesmo sendo o primeiro infinitamente superior ao segundo, viu que o Robert tem uma escrita interessante, com texto fluido, claro e de fácil leitura, que prende o leitor do início ao fim.

Mas não é essa escrita que vemos por aqui. Só para começar, temos uma cena, uma única cena de luta, cuja descrição é feita em 18 páginas... isso mesmo, 18 páginas de uma enrolação sem fim. Quantas páginas são necessárias para se descrever o líquido negro e pegajoso que é expelido pelos zumbis quando seus crânios são partidos ou seu corpo estraçalhado? Sério. Isso aconteceu da página 11 até a 29. Chaaaaaaaaaaaaaaato! 

Quer saber o que é pior? Não aconteceu só nesta cena. Em muitos momentos do livro, nos quais as cenas poderiam se suceder e a história fluir, elas apenas se arrastaram. Inúmeras vezes foi mencionando insistentemente o cheiro exalado dos zumbis. Oi? Só agora eles notaram isso? 

Com relação ao Governador e a sua personalidade marcante pouco foi aproveitado no que diz respeito a analisá-lo em seu desvario. Imaginei que ele seria mais abordado sobre o ponto de vista dele mesmo, através dos seus pensamentos, para que pudéssemos conhecê-lo ou até mesmo entendê-lo melhor. Afora alguns momentos em que ele manifesta uma dualidade interna constante entre Brian e Philipe não muito mais foi dito. 

Já a nossa personagem Lilly que prometia tanto no volume dois da série de livros, na minha opinião, deixou muitíssimo a desejar. Mudou. Simples assim. Agora ela consegue ver (não sei como) que, às vezes ou sempre, é preciso agir como o Governador para que as coisas aconteçam a contento (estranho). Sua história é relatada paralelamente à do Governador, intercalando situações da comunidade a sua, recém desenvolvida, relação amorosa.

O momento mais interessante foi a introdução do meu amado Rick e da Michonne (personagens do universo dos quadrinhos e da série de tv)  à história. Suas participações foram muito interessantes mas não houve surpresas, foi mantida a linha de pensamento dos quadrinhos. Isso me leva a dizer a esse pessoal que, se diz fã e, vive reclamando das diferenças entre série de tv e os quadrinhos para sossegar e deixar o Robert ter licença criativa para alterar algumas passagens. Digo isso pois foi estranho ler sobre a tortura da Michonne e do Governador, quando eu já conhecia os detalhes da hq. Não sei se me fiz entender... 

Devo ressaltar que o que mais me agradou no livro, nem em sonho vocês vão adivinhar - o Martinez. U-hum, isso mesmo. Adorei conhecer um pouco mais do parceiro de luta do Governador. Um cara de personalidade peculiar, mais observador, inteligente e sensível do que eu supunha. Por isso, acho tão importante que o autor se dedique aos pensamentos do personagem, é uma forma de mostrar o porquê das ações. Era isso que eu esperava que tivesse sido feito aqui, nesse volume, com o Governador...

Resumindo, o livro é bonzinho. Não chega a ser maravilhoso mas é interessante, principalmente, para quem não leu os quadrinhos. Devo dizer que estou ansiosa para ver o que será feito do volume final. Muita expectativa!!!! 

Se você é fã da série, como eu, obviamente vai querer ter toda a coleção de livros mesmo sabendo que não é tão maravilhosa assim. Agora, se você apenas curte o universo zumbi, o volume um da série vai te deixar feliz e satisfeito não há necessidade de adquirir todos os outros volumes.

"Martinez está parado ao lado dela, observando tudo isso com intensidade nervosa. Um punhado de emoções contraditórias revira seu estômago. Ele gosta dessas pessoas - do médico e de Alice - independentemente do ódio delas pelo Governador, das traições mesquinhas, dos planos e das fofocas e do sarcasmo e do desrespeito. Que Deus ajude Martinez, mas ele gosta delas. Martinez sente uma proximidade estranha com elas e, agora, está tateando no escuro."  (pág. 235 e 236)


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Resenha: The Walking Dead - O Caminho para Woodbury - Robert Kirkman e Jay Bonanzinga


Sinopse - O Caminho Para Woodbury - The Walking Dead - Livro 2
Há alguns meses que Philip Blake, o temido e ao mesmo tempo adorado Governador, organizou Woodbury para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E paz e segurança é tudo que Lilly Caul, que tenta desesperadamente sobreviver a cada dia que nasce, quer. Porém, mal sabe ela que seguir em direção a Woodbury é estar a um passo do perigo. Uma horda de errantes famintos não é nada perto do que se pode encontrar por lá. (Skoob)




Oi, Pessoas!!!

Hoje eu vou falar sobre mais uma aventura no universo zumbi... Nossa, demorei mais de um mês para concluir a leitura...rs... Não que o livro seja ruim, muito pelo contrário. Eu que sou estranha mesmo. Algumas vezes, simplesmente não consigo seguir com a leitura. Não me pergunte o porquê... não sei dizer... acontece. E aconteceu com o volume 2 de TWD. A verdade é que eu li em duas tardes, com um espaço de mais de um mês entre as duas. 
Mas, vamos ao que interessa. Neste volume, o autor introduz alguns novos personagens, sendo o foco da narrativa a personagem Lilly... (pausa para comemoração... \o/ afinal, quem não gostaria de ter um personagem com o seu nome em uma série que você aaaaaaaaaama?) 
Lilly é mais uma sobrevivente do caos apocalíptico. No princípio, ela parece ser uma garota assustada e sem coragem para enfrentar o mundo. Aliás, o livro me levou a pensar que se tratava de uma adolescente mas com o desenrolar da história a gente percebe que ela deve ter cerca de 30 anos. Como todos os personagens desse universo, ela também perdeu parentes e amigos de forma trágica e também se associou a outros sobreviventes numa espécie de comunidade alternativa lutando pela vida. 
Nesse acampamento ela mantem a amizade com Megan (usa o sexo e as drogas como moletas para suportar o mundo) que já era sua amiga antes de tudo começar; com Bob - um médico alcoólatra que já serviu no Afeganistão e que se refugia na bebida e Josh um homem gentil, descrito como um deus ébano, de bom caráter, que no antigo mundo costumava ser chefe de cozinha. Josh tem uma quedinha pela Lilly. 
No livro, o inverno está chegando e a calmaria no acampamento é intercalada a grandes e frequentes ataques zumbis. Muitas perdas ocorrem a cada ataque e no meio a uma dessas confusões, a situação empurra Lilly e seus amigos para uma fuga do acampamento. 
Na busca por um local seguro para viver, eles terminam chegando a Woodbury e conhecendo o "paraíso do Governador". Embora eles vejam que Woodbury não é o paraíso seguro que aparenta, eles vão ficando e trabalhando em troca de comida e moradia. De alguma forma doentia, Bob estabelece uma ligação com o Governador, enquanto Lilly tenta convencer Josh a fugir de lá.
Olha, o livro é CHEEEEEEEEIO de ação. Muita matança, muito sangue. As perdas acontecem página a página. O início do comando do Governador é narrado de forma bem interessante e detalhada. É bem legal a forma como você vai se situando no universo que já conhecemos da HQ e da série de tv. 

Não sei o que pensar a respeito de algumas atitudes da personagem central do livro, a Lilly. No começo a gente percebe claramente as mudanças que vão ocorrendo nela e a sua evolução porém do meio para o fim do livro não concordei muito com alguns posicionamentos dela e alguns questionamentos sem sentido... entretanto, acho que devemos ter a mente bem aberta sobre tudo o que eles fazem porque afinal de contas, é um mundo diferente e as pessoas ficam meio loucas pelo frio, a fome, a saudade, a insegurança... enfim... MUITO BOM LIVRO!
" - Toda a luta, os suicídios e o medo deixando todo mundo em um estupor catatônico...? - Ela tem vontade de cuspir nela. - Essa é a sua ideia de uma merda de COMUNIDADE..."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Resenha: TWD - A Ascensão do Governador - Robert Kirkman e Jay Bonanzinga


- A Ascensão do Governador - The Walking Dead - Livro 1
No universo de The Walking Dead não existe vilão maior do que o Governador, o déspota que comanda a cidade de Woodbury. Eleito pela revista americana Wizard como "Vilão do ano", ele é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Neste romance os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de Phillip Blake, sua filha Penny e seu irmão Brian que, com outros dois amigos, irão cruzar cidades desoladas pelo apocalipse zumbi em busca da salvação. Originalmente, The Walking Dead é uma série de quadrinhos publicada desde 2003 e vencedora do Eisner Award. Em 2010, os quadrinhos foram adaptados para o seriado homônimo The Walking Dead já bateu diversos recordes de audiência nos Estados Unidos e foi finalista em várias categorias no 68º Golden Globe Awards, incluindo Melhor Série Dramática de TV. (Skoob)



Oi, Pessoas!!!!

Acho que todo mundo que lê muito ou vê muitos filmes e séries passa pela angustiante sensação de "já vi de tudo e raramente me surpreendo com alguma coisa". Isto é bem desmotivante. Entretanto, com A Ascensão do Governador, eu tive uma surpresa... uma eletrizante surpresa que acredito surpreenderá a todos que puserem as mãos neste maravilhoso exemplar. 

Mesmo que, desde o início, eu tenha percebido que havia alguma coisa errada não consegui desvendar o mistério até bem próximo do fim do livro. 
Se você, como eu, é fã da série de tv ou já leu os quadrinhos vai entender sobre o que estou falando. É diferente. 

Primeiro gostaria de dizer que fiquei feliz com a escrita do Robert. Tinha receio de que ela não funcionasse bem numa mídia diferente dos quadrinhos. Fui novamente surpreendida por uma leitura prazerosa, fácil e com bastante fluidez. Sério... quando você menos espera, o livro acaba! =\

Todo o livro é sobre a trajetória dos irmãos Blake e sua tentativa de sobrevivência ao "caos zumbi".

Embora a história tenha como foco principal Philip, toda a narrativa é sob a ótica de Brian (irmão mais velho de Philip).

Philip sempre foi um cara "durão" desde pequeno e o apocalipse só lhe permitiu aflorar ainda mais este lado. Brian, por outro lado, era frágil e dependente tanto física quanto emocionalmente do irmão. 

O grupo de fuga deles consiste de 5 pessoas - os dois irmãos, Penny (a filha de Philip), Nick e Bobby (os dois melhores amigos de Philip).

O processo de fuga e sobrevivência não tem novidades para quem já acompanha a série ou os quadrinhos. Sempre matando zumbis e seguindo em frente; aquela eterna mudança de um lugar para o outro numa busca desesperada por segurança e um pouco de estabilidade. Aliás, se você curte os detalhes da "matança", tem cenas fortes e bem descritas sobre as diversas formas de se retalhar um zumbi (ieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeca!!!)

Devo admitir que em todo o processo de fuga o que mais me atrai são as mudanças psicológicas sofridas pelos personagens. É chocante e triste ver como as pessoas vão se perdendo de si mesmas; ou como vão literalmente "matando" sua sensibilidade para conseguir sobreviver em mundo totalmente estranho e hostil. Todas essas mudanças são narradas divinamente pelo Brian. Gosto da forma como ele descreve a si mesmo, ao Philip e principalmente a Penny.

Enfim, o livro é muito bom... surpreendente e eu recomendo MUUUUUITO!
"Na luz flamejante, Brian vê que Philip já gastou as lágrimas. Não há mais nada no rosto do irmão, a não ser a mais pura angústia. Brian não fala nada. Apenas assente." (Pg. 268)

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