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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Filme: Amantes Eternos

Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive) - Poster / Capa / CartazTítulo Original: Only Lovers Left Alive

Ano: 2014
Duração: 123 min
Direção: Jim Jarmusch
Gênero: Drama, Romance
Elenco: Tom Hiddleston, Tilda Swinton, John Hurt, Anton Yelchin, Mia Wasikowska...



SPOILER


Oi, Pessoas!!!

O filme de hoje foi uma da melhores viagens que fiz recentemente. Não é um filme comum... Não é mais um filme sobre a "modinha" vampiros... Não mesmo. 

Aqui, vamos acompanhar a história de amor ♥ de Adam e Eve. Um casal de vampiros diferente. Adam é um músico talentoso que vive recluso nos subúrbios de Detroit... uma Detroit destruída (essa parte não ficou muito clara no filme... parece uma época futura mas a data não foi especificada). 


Adam é um vampiro deprimido (divinamente interpretado pelo mais que perfeito Tom Hiddleston) ... Um pensador incansável sobre as mazelas sociais e o caminho que a humanidade tem dado as suas vidas. 

Dedica-se integralmente a sua música e a colecionar tudo relativo à mesma, como instrumentos musicais antigos, vinis e aparelhos de som... 




Essas preciosidades ele compra de Ian. Todas as cenas divertidas do filme são com ele... Hahaha... Ian é um adorável faz tudo que descola qualquer coisa que seja necessária para suprir as necessidades de Adam e respeita seu jeito estranho de ser. 
Embora viva sozinho, acreditem, Adam é casado.


Oi? 

Talvez você esteja se perguntando "onde está a sua esposa?"...  Eve (Tilda Swinton) é a esposa de Adam há um zilhão de anos... os dois são amantes seculares e almas perfeitamente compatíveis. Entretanto, os dois são uma espécie de casal moderno, que mesmo absurdamente apaixonados, vivem em continentes diferentes. Ela vive em Tânger e lá divide a sua rotina entre a literatura e sua amizade com o poeta Malowe... um também vampiro idoso. 

Essa parte é muito interessante pois o Sr. Malowe não é ninguém mais além do famoso poeta inglês Christopher Malowe nascido no século XVI. 


Eles mencionam em algumas partes que Shakespeare nada mais era do que uma pessoa que ele utilizava para publicar os seus próprios poemas sem levantar suspeitas sobre a sua eterna existência vampiresca.


Adam e Eve costumam se conectar mesmo em continentes diferentes, no momento em que consomem seu costumeiro cálice de sangue puro. 

Essas cenas demonstram uma espécie de "barato" acontecendo entre eles... *-* ♥ 
São cenas regadas por uma doce magia incrementadas por uma trilha sonora P E R F E I T A!!


O fato é que a depressão de Adam está levando-o a cogitar suicídio. Eve pressente e decide ir vê-lo. Seu encontro é divino... Eles têm uma cumplicidade maravilhosa. 


Não posso esquecer de dizer que eles não matam pessoas... e não consomem sangue diretamente delas... como disse antes, nessa época em quem eles vivem, as pessoas estão em sua maioria contaminadas (não foi mencionado com o que), fadadas a morrer... tanto que o Adam costuma se referir aos humanos como zumbis... *-* ♥ 





Por isso, Adam tem um fornecedor de sangue puro... um médico em um hospital que é sempre muito bem recompensado pelo sangue fornecido e que morre de medo do misterioso comprador de sangue... BOO! ... hahahaha... 


Tudo corria maravilhosamente bem até que NA MINHA OPINIÃO TOTALMENTE DESNECESSÁRIA, surge Eva (Mia), a irmã mais nova de Eve ... Achei que não teve nada a acrescentar a história... muito pelo contrário quebrou o clima suave, doce e introspectivo da história... Eva é uma garota problemática que onde vai arruma confusão e não foi diferente dessa vez... Ela e Adam não se bicam. Quem poderia culpá-lo?

Muitas coisas acontecem e eles são obrigados a fugir de Detroit deixando tudo para trás. Chegando a Tânger, descobrem que seu amigo Malowe está morrendo por conta de um sangue contaminado que ingeriu... Sem reserva de sangue puro e sem esperança de consegui-lo, eles cedem a sua natureza para sobreviver... 

D I V I N O!!!!  

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Filme: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Título Original: We Need to Talk About Kevin

Ano: 2012

Direção: Lynne Ramsay

Roteiro: Lionel Shriver, Lynne Ramsay e Rory Kinnear
Gênero: Drama, Suspense
Duração: 110 min
Elenco: Tilda Switon (Eva), John Rilley (Franklin), Ezra Miller (kevin adolescente), Ashley Gerasimovich (Celie) e outros...



Oi, Pessoas!!!

Esta madrugada, louca de dor de cabeça... não sei porquê cargas d'água, decidi rever Precisamos Falar Sobre o Kevin. Não sei mesmo. É um filme que eu amo e que comprei com a intenção de ver e rever... mas não consigo. Não consigo porque é impossível para mim, lidar com a total falta de noção e compromisso do pai do Kevin.

O filme conta a história de Eva e seu filho Kevin. Desde a gravidez, Eva sentiu que a gravidez a rejeitava. Sério... Não era ela quem rejeitava a gravidez, mas sim, a gravidez que a rejeitava. Após o parto a relação deles só piora. Havia uma constante tentativa da criança em feri-la. Primeiro com choro e depois com recusa a desenvolver-se. Ou seja, ele não ia ao banheiro sozinho (usava eternamente fralda descartável...), ele não se alimentava direito, ele troçava com a cara dela sempre que possível e rejeitava qualquer tentativa de aproximação ou carinho. 

O garoto é extremamente ardiloso e enquanto "morde" a mãe, "assopra" o pai. Ou seja, fica jogando com os dois sendo um doce com o pai e uma peste com a mãe. Em alguns momentos é bastante visível que ele faz isso e foi nesses momentos que enlouqueci com o pai. Omisso, omisso e muuuuuuuitas vezes permissivo. Muitas vezes ele obriga a Eva a se desculpar com o traste. Sério, não gostei nada disso. 

A vida de Eva se torna mais suportável com a chegada da sua segunda filha. Parte que eu mais gosto. É como se ela finalmente pudesse conhecer o que é amar e ser amada por um filho. Como era de fato ser mãe.

Kevin nada mais é do que um psicopata. E, próximo a completar 16 anos, ele comete uma atrocidade que muda toda a rotina de Eva e de sua cidade. 

O filme não tem uma sequência cronológica normal, ele mescla idas e vindas de acordo com a memória de Eva. Essa abordagem traz ainda mais desconforto e angústia a quem assiste. 


Tilda Switon e os três atores que representaram Kevin


É um filme muito, muito bom... porém é extremamente forte. É perturbador. E tudo o que mais pensei enquanto via ao filme foi... Por que as pessoas se casam com pessoas cujo o melhor do relacionamento é o sexo? SÉRIO. Desde quando sexo é base para família? Tantas outras coisas são necessárias para se educar uma criança, a começar por "comum acordo". Eu não consegui ver nada em comum entre a Eva e o Franklin. Acho que o erro estava justamente aí. Ele não se importava nem um pouquinho com o que ela sentia ou com o que ela passava com o filho.

Enfim, moral da história... Quer ter filhos? Escolha um marido que preste! Simples assim... 

Recomendo... mas saiba que é foooooooooooorte e sofrido.
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